Redução da Taxa de Condomínio

Redução da taxa de condomínio: a diferença entre economizar e cortar custos

Mais do que nunca os condomínios tem buscado economia, os síndicos lutam para fechar as contas e os moradores por sua vez desejam taxas menores visto que suas outras despesas também aumentaram.

Economia, corte de custos, redução de despesas e redução da taxa de condomínio tem sido temas recorrentes nas assembleias em muitos condomínios por todo o Brasil.

A taxa de condomínio nada mais é do que o montante das despesas do condomínio dividido pela quantidade de casas ou apartamentos, então para reduzir a taxa é necessário reduzir as despesas do condomínio.

Veja no gráfico abaixo quanto representam as principais despesas do condomínio:

Redução da Taxa de Condomínio

Corte de custos

Note que a folha de pagamento de pessoal representa quase 50% dos gastos em condomínios. Tudo tem um custo, serviços de portaria, segurança, equipamentos exigem manutenção, logo, para cortar custos muitas vezes é necessário sacrificar benefícios, comodidades. Mas até que ponto isso vale a pena?

Cortar custos muitas vezes é a proposta de alguns síndicos, que saem a cortar com a promessa de redução na taxa de condomínio e acabam ganhando aprovação para isso, na assembléia os moradores, movidos pela dor em seus bolsos mediante a crise no país, votam a favor dos cortes.

Veja o post sobre:

Os Efeitos da Inadimplência na Taxa de Condomínio

O problema é que muitas vezes a economia imediata gera custos maiores a médio e longo prazo. Terceirização de alguns serviços, extinção de outros, cancelamento de contratos de manutenção de equipamentos, tudo isso reduz a conta do condomínio, mas deixa margem para problemas futuros.

Uma manutenção que passou do prazo e acarretou em perda de garantia ou uma manutenção emergencial muito mais cara, a multa contratual da terceirizada que não atingiu as expectativas do condomínio, ou o simples fato dos condôminos perceberem que não vale a pena cortar alguns serviços que trazem comodidades, bem estar, qualidade de vida, segurança, tudo isso é importante.

Recursos humanos

Cortar despesas com funcionários é uma decisão arriscada, mas melhorar a gestão do pessoal pode trazer uma economia considerável. O zelador costuma ser o funcionário mais caro do condomínio, se ele estiver fazendo muitas horas extras cobrindo folga dos porteiros, talvez valha a pena contratar um folguista.

Gerenciar bem a escala dos funcionários e diminuir a rotatividade ajuda a evitar despesas extras, ter uma boa administradora de condomínios como apoio nessa parte faz toda a diferença.

Economizar  Água

Água, luz, gás e telefone representam a segunda maior fonte de despesas no condomínio, aproximadamente 30%,  e é aqui que temos maior margem para economia.

O ideal é a individualização da medição desses serviços por unidade residencial, assim o morador fica responsável pela sua economia e o condomínio pode focar apenas nas despesas coletivas. Nos condomínios onde não é possível, ou fica inviável fazer a individualização, é necessário fazer campanhas de conscientização constantemente e ser rigoroso na fiscalização dos hábitos de consumo dos moradores.

Existem várias práticas e cuidados que vão ajudar a economizar água e energia no condomínio. Fazer vistorias periódicas verificando se há vazamentos nas áreas comuns e não usar a mangueira como vassoura para lavar a calçada, por exemplo, já ajudam a evitar gastos desnecessários. Instalação de redutores de vazão, aproveitamento de água da chuva, são outras formas de diminuir a conta de água.

Economizar Energia Elétrica

Identifique possíveis desperdícios de energia, isso vai desde utilização racional, substituição de lâmpadas e instalação de sensores de presença ou minuterias até reprogramação de elevadores e mudança no sistema de bombeamento de água. Ar condicionado mal dimensionado nos escritórios e salões de festas também aumenta a conta de energia.

Gestão Participativa

Estimule a participação dos condôminos na gestão com idéias para economizar e conservar o patrimônio, peça ajuda na fiscalização e faça campanhas de melhores práticas no condomínio. O condômino que chama dois elevadores ao mesmo tempo ou deixa torneiras das áreas comuns abertas, por exemplo, está promovendo desperdício e contribuindo para o aumento no valor da taxa de condomínio.

Veja este outro post e conheça ferramentas que facilitam a gestão participativa.

 

A diferença entre economizar e cortar custos

O simples ato de cortar custos não é economizar, a diferença está na análise de todos os fatores, detalhamento das despesas, estudo das possibilidades de reduzir o consumo sem cortar a utilização dos recursos.

Conscientização, uso racional, readequação e otimização de equipamentos, colaboradores e materiais são a chave para fazer economia.

Em breve iremos publicar aqui novos posts, mais detalhados, com dicas sobre como economizar energia e água no condomínio.


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2 opiniões sobre “Redução da taxa de condomínio: a diferença entre economizar e cortar custos”

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