produtividade

Conselho fiscal: como ser mais efetivo?

Não é segredo para ninguém que o número de tarefas de um Síndico exige grande esforço. Isto se deve, também, a complexidade de determinadas questões.

Como já vimos no artigo “Conselho Fiscal – Para que serve?“, ele pode ser assessorado pelos moradores através do Conselho Fiscal ou Conselho Consultivo. Como fazer para que o Conselho realmente faça diferença na administração do Condomínio?

Viver em condomínio é viver em grupo!

A escolha por morar em condomínio traz consigo a inevitável convivência com outras pessoas, ou seja, a vida em comunidade. Assim como em uma empresa ou associação, os moradores devem unir esforços para atingir os objetivos traçados por eles mesmos.

Como o Conselho Fiscal pode fazer a diferença?

Dividir as tarefas por competências

Cada condômino tem habilidades próprias e isso pode ser muito proveitoso para a comunidade. A participação de cada um é essencial para que os resultados sejam atingidos.

Dessa forma, uma boa estratégia a ser implementada é a divisão de tarefas pelas competências de cada membro do Conselho. Por exemplo: atribuir a função de fiscalizar uma obra dentro do condomínio a um membro que seja engenheiro civil; a função de análise contábil a um conselheiro que seja contador ou administrador; etc.

A distribuição de tarefas fica mais simples e torna os resultados mais concretos dada a experiência de cada responsável em sua área.

3 motivos para criar subconselhos

A perspectiva do Síndico nem sempre chega ao problema pontual, pois já está ocupado demais com assuntos mais relevantes. Em consequência desta visão “macro” do administrador, surge a necessidade de delegar determinadas funções ao Conselho.

Você pode estar se perguntando: “Tá, mas e se o Conselho também estiver abarrotado de funções?”

A solução pode estar na criação de sub-conselhos. Veja os 3 motivos para criá-los:

  1. Dividir as tarefas pela complexidade dos assuntos;
  2. Permitir a análise mais aprofundada dos problemas,
  3. Maior agilidade e assertividade na criação e implementação de soluções para as demandas.

Como se pode notar, administrar um Condomínio não é tarefa simples. Muitas vezes é necessário delegar funções e tarefas para que o Síndico não seja sobrecarregado e para que o Conselho também não carregue um fardo maior do que possa suportar.

Para isso, existe uma solução alternativa ao modelo tradicional de administração: a contratação de um Síndico profissional (saiba mais no artigo “Síndico Profissional – Quando, porque e como contratar?“). No entanto, quando não se pode optar por esta  terceirização, a participação dos condôminos é indispensável para atingir os objetivos comuns. Assim, a divisão de funções e tarefas de forma inteligente é uma das principais estratégias a ser adotada.

Fonte: “Revolucionando o Condomínio” de Rosely Benevides Schwartz (14º edição, 2014).

Advogado, Especialista em Direito Civil e Processo Civil pela Universidade Estadual de Londrina, Estudante de Direito do Trabalho e Processo do Trabalho.

Deixe uma resposta