A limpeza do Condomínio 02 – Higienização

No primeiro post desta série, falamos sobre as diferenças entre uma limpeza doméstica e a limpeza profissional. É muito importante deixarmos pra trás vários mitos que trazemos do que aprendemos em casa para seguir para a limpeza profissional. Se você não viu o tópico anterior, comece por ele clicando aqui.

Agora vamos entender um pouco mais sobre os componentes básicos de uma higienização. E eles são dois: Limpeza e Sanitização.

Limpeza

Efetuar uma limpeza é basicamente remover as sujidades visíveis a olho nu de uma superfície. Este é o primeiro passo de uma higienização e o principal produto utilizado para isso é o DETERGENTE.

Sanitização

O segundo passo de uma higienização é reduzir o número de microorganismos a níveis toleráveis. O produto utilizado para isso é o DESINFETANTE.

Desinfecção

Dependendo do ambiente, o processo de sanitização deve ser mais profundo buscando eliminar bactérias patogênicas, ou seja, que causam doenças. Nos hospitais por exemplo são feitas limpezas correntes, que são as higienizações do dia a dia e as limpezas terminais numa troca de pacientes por exemplo, onde a desinfecção é fundamental.

Higienização

Desta maneira, podemos concluir o conceito de higienização conforme o diagrama abaixo:

Diagrama Higienização

Detergente

Através dos conceitos vistos já podemos perceber que se alguém está tentando fazer uma limpeza com água sanitária, está cometendo um erro. Esta pessoa correrá o risco de oxidar uma superfície sem tê-la realmente limpado.

Sabe quando você quer dar uma tapeada no suor e passa desodorante sem ter se lavado? Isso não vai resolver pelo simples fato de que a limpeza do substrato vem sempre antes de qualquer outro procedimento.

Para isso o detergente é imbatível. Sua função é permitir que a água se misture com as sujidades, de forma que ela possa ser removida com maior facilidade.

Desinfetante

O poder de um desinfetante está na sua capacidade de matar microorganismos. Por isso, um bom desinfetante é dotado de bactericida.

Microorganismos se alimentam de sujeiras, pele, gorduras e quase tudo que faz parte do nosso dia a dia. Por isso é importante que a limpeza aconteça antes da sanitização. Se você matar as bactérias mas deixar seus alimentos, elas voltarão.

Etapas da Higiene

Podemos resumir tudo o que falamos nas seguintes etapas da higiene:

1 – Limpeza preliminar
2 – Limpeza com detergentes
3 – Enxágue
4 – Sanitização
5 – Enxágue

Vale frisar a importância dos enxágues neste processo. O mal enxágue também deixa resíduos que é exatamente o que queremos evitar.

Você está pronto para ir além!

Com isso finalizamos os conceitos básicos de uma boa higienização. Nos próximos capítulos vamos começar a nos aprofundar no assunto e você vai ver que a limpeza não é algo tão simples quanto parece.

A limpeza do condomínio 01 – Doméstica x Profissional

Recentemente fui convidado a participar de uma palestra sobre limpeza que teria duração de uma tarde. Fiquei pensando se este tópico teria assunto suficiente para uma tarde e me surpreendi ao ver o quanto eu tinha para aprender neste quesito.

Este post é o primeiro de uma série de 5 tópicos fundamentais que irão mostrar que uma limpeza efetuada de forma correta pode ser mais rápida, ter melhor qualidade e menor custo.

O palestrante Paulo Zanini começou nos fazendo uma pergunta interessante: Quem te ensinou a fazer limpeza?
A resposta de todos foi unânime: “Minha mãe!!”
E quem ensinou a sua mãe?
Novamente… “a mãe dela!!”
Essa corrente vem desde sempre. A verdade é que ninguém nunca teve aulas sobre como uma limpeza deve ser feita. Então  o primeiro passo para entender a limpeza profissional é acabar com os mitos que trazemos do conhecimento doméstico que já temos.

Atributos de um bom produto de limpeza

Cor

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É instintivo! Quando vemos um produto mais colorido ele passa a sensação de ser mais forte, mais concentrado e, consequentemente, melhor. Mas isso está errado!

A cor nada tem a ver com a concentração ou o poder de ação do produto e o seu pigmento pode até manchar as superfícies.

Espuma

Este é um item que até sabendo que é um engano é difícil de aceitar. Você já tentou usar um shampoo que faz pouca espuma? A sensação é de que não está limpando não é verdade?

Na realidade a espuma inclusive atrapalha na limpeza profissional. A espuma em si não tem nenhuma serventia e quanto mais dela você fizer, mais terá para remover. Além do trabalho isso gera um gasto maior de água.

Os bons produtos não precisam fazer espuma. Eles tem que permitir que a água se misture com a sujidade.

Viscosidade

Tal qual a cor, um produto mais espesso passa a sensação de ser mais concentrado. Este é outro equívoco. Normalmente adiciona-se sal para deixar os produtos mais viscosos e garanto que você nunca viu ninguém limpando nada com sal, não é?

Perfume

Eu aposto que você já escolheu o desinfetante no mercado fazendo aquele velho teste de qualidade: retira a tampinha e sente qual tem o cheiro mais gostoso. Pois é, associamos também o perfume a qualidade.

A função do desinfetante é matar bactérias. Então se o desinfetante não tiver um bom bactericida, no máximo as bactérias do seu banheiro vão ficar mais perfumadas.

Volume de Água

Jogue muita água e você terá um ambiente limpo!
Esta afirmativa, além de ser péssima ecologicamente falando, está errada. É simples. Água e óleo não se misturam. E praticamente tudo tem óleo. Coloque as suas mãos no espelho e você já deixou suas digitais com óleo por lá.

Apenas a água não irá retirar este óleo, é preciso um detergente para permitir a mistura da água com esta sujidade.

Além disso, uma quantidade grande de água pode estragar seus móveis de madeira, fórmicas e outras superfícies que não podem ficar úmidas.

Mistura de Produtos

Você já fez a clássica mistura de sabão em pó com água sanitária? Se a resposta foi sim, saiba que você está correndo perigo. Você está criando uma bomba. Pode reparar que o balde até esquenta.

Ao misturar produtos químicos, você corre o risco de reações. É o que acontece nesse caso onde gases são liberados e quando inalados podem causar até mesmo queimaduras em seus pulmões. A pior parte é que o poder de limpeza não aumenta em nada.

Atributos de um bom equipamento de limpeza

Cabos de Madeira

Existem testes que comprovam que é comum você ter mais bactérias em um cabo de madeira do que no próprio ambiente que está sendo limpo.

Isso porque ele é guardado úmido, cria fungos e começa a apodrecer. Ele é barato mas em termos de durabilidade acaba não compensando.

O cabo de alumínio pode ser higienizado e a sua durabilidade é imensamente maior. Além disso, normalmente o tamanho destes itens é maior.

A ergonomia também é pensada nos equipamentos para uma limpeza profissional. O colaborador não deve precisar se inclinar para fazer a limpeza. Basta utilizar um cabo longo.

Lã de Aço e Fibras Abrasivas

Impossível não ver entre os materiais de limpeza uma palha de aço e as famosas buchinas Scotch Brite. Pois saiba que este tipo de materiais não é usado de forma alguma na limpeza profissional.

Isso porque a palha de aço deixa resíduos que enferrujam e oxidam nas superfícies onde é utilizada e as fibras verdes da sua buchinha riscam os materiais. Na prática você não está efetuando a limpeza e sim lixando a camada exterior do que está sendo lavado.

Existem fibras diferente para cada tipo de superfície mas na maioria dos casos é utilizada a fibra branca que pode ser até encaixada em um rodo para facilitar. Ela é mais macia porém ainda abrasiva.

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Luvas e Panos Sem Diferenciação

Você já reparou na quantidade de cores que você encontra para as luvas e panos? Isso não é apenas para agradar a todos os gostos.

O motivo das cores é para você fazer a correta identificação de cada item por área. Você pode ter uma cor específica para os panos de limpar vidros, outra para os de móveis, outra para os de chão.

Os itens de banheiro também devem ter uma cor diferenciada. Você não pode correr o risco de limpar o banheiro com a mesma luva que usa para lavar louças.

Recipientes Sem Padrão

Cuidado com os produtos na garrafa de refrigerante. São muitas histórias de pessoas que já ingeriram produtos sanitários. Existe uma lei da Anvisa que proíbe este tipo de acondicionamento.

Tenha embalagens específicas para cada produto e com rótulos de identificação.

Mudança Cultural

Estes são os principais tópicos que devem ser levados em consideração para iniciarmos a mudança de mentalidade de uma limpeza doméstica para uma limpeza profissional.

No próximo post falaremos sobre as diferenças entre limpeza, sanitização e higienização.

Quando devo trocar as planilhas por um software de condomínios?

As planilhas são muito úteis e acessíveis, mas chega um momento em que elas já não atendem mais suas necessidades, é hora de investir em um software de condomínios.

Cada vez mais, condomínios são como empresas, e estas, em sua maioria, já substituíram as planilhas por softwares.

5 motivos para trocar as planilhas por um software de condomínios

1 – Volume de informações

Planilhas

Quanto maior a estrutura do condomínio, mais informações e operações são geradas. Compras, pagamentos, notas, reservas, folha de pagamento, ocorrências, manutenções. São muitas planilhas e cada vez mais extensas, isso dificulta a gestão dos dados e impossibilita a manutenção de um histórico.

Software

Com um software para condomínios é possível reunir essas informações de forma organizada, elas ficam salvas em um banco de dados e o histórico pode ser acessado com poucos cliques. Um bom software para condomínios ainda oferece filtros que facilitam a visualização.

2 – Erros e Validação

Planilhas

Planilhas estão mais suscetíveis a erros, principalmente quando o volume de dados é grande, uma célula com dados errados pode comprometer todas as informações. As planilhas também estão mais vulneráveis ao esquecimento humano e a falta de atenção.

Software

Um bom software para condomínios faz a validação dos dados, identifica informações fora do padrão evitando a inclusão de valores errados. Alguns lançamentos são feitos automaticamente a partir de outras ações no sistema e é mais fácil a visualização se estiver faltando algum dado.

3 – Compartilhamento

Planilhas

Ter várias pessoas utilizando uma planilha gera vários problemas, como lançamentos em duplicidade e alteração equivocada de formulas. Além disso é mais difícil divulgar as informações de uma planilha, ter que enviar uma cópia ou um email para centenas de condôminos não é pratico.

Software

Em um software de condomínios, cada informação lançada já pode ser visualizada pelos condôminos, tornando a gestão mais transparente e dispensando o envio de papéis ou emails a todos. Além disso, cada usuário é identificado pelo sistema e informações em duplicidade são rejeitadas automaticamente.

4 – Segurança

Planilhas

Em planilhas a segurança dos dados é praticamente zero, eles podem se perder, ser alterados ou copiados facilmente.

Software

Um bom software para condomínios utiliza recursos de segurança semelhantes aos sites de bancos e emails. Os dados ficam seguros em servidores da mais alta qualidade. Além disso o fato das informações circularem em um ambiente restrito ao condomínio contribui com a segurança.

5 – Facilidade

Planilhas

As planilhas são muito úteis até certo ponto, mas seus recursos são limitados. O usuário necessita de um conhecimento técnico para ir além do básico e mesmo assim as formulas não trazem grandes automações.

Software

O software para condomínios é intuitivo, qualquer pessoa que utiliza emails e uma rede social também deve utilizar com facilidade um sistema para condomínios.

Mesmo quem não tem muita familiaridade com a tecnologia aprende utilizar um software de condomínios em pouco tempo.

Um software também facilita o registro de ocorrências, de encomendas, do controle de acesso. As reservas se tornar mais fáceis, sendo feitas pelos próprios moradores e eles também tem acesso aos arquivos do condomínio pelo sistema.

A gestão do síndico, a comunicação e a rotina da portaria ficam mais fáceis com um bom sistema para condomínios.

É hora de modernizar a gestão do seu condomínio

Se você tem muitas planilhas, o volume de dados é cada vez maior, existem informações incorretas, você tem dificuldade de compartilhar as informações das planilhas e está cada vez mais difícil trabalhar com elas.

Ou

Se você simplesmente quer otimizar a gestão do condomínio, melhorando a comunicação, a participação dos moradores, organizando os procedimentos da portaria e ganhando tempo gerenciando o condomínio de qualquer lugar.

É hora de trocar as planilhas por um software de condomínios!

NBR 16280 – De Quem é a Responsabilidade pelas Obras no Condomínio?

Apesar da NBR 16280 já estar valendo a mais de dois anos, muitos síndicos e condôminos ainda tem duvidas e em alguns condomínios a norma ainda não foi implementada.

Neste post você saberá o que é a NBR 16280, do que trata a ultima atualização, de quem é a responsabilidade pelas obras no condomínio, quais os tipos de reformas que precisam de ART ou RRT e como implementar a norma no seu condomínio.

O que é NBR 16280 ?

NBR 16280 é uma norma elaborada pelo Comitê Brasileiro da Continue lendo NBR 16280 – De Quem é a Responsabilidade pelas Obras no Condomínio?

sistema para condomínio: vale a pena?

Sistema para condomínio, site para condomínio, software de gestão de condomínios, é tudo a mesma coisa? Vale a pena ter investir nisso?

Neste post vamos explicar as diferenças, falar das vantagens e desvantagens de implantar um sistema no seu condomínio. Continue lendo sistema para condomínio: vale a pena?

Discriminação no Acesso aos Elevadores

Você frequenta o mesmo elevador que o seu chefe?

Provavelmente sua resposta será positiva. Por qual motivo, então, não permitir que os funcionários de um Condomínio e os empregados domésticos transitem junto aos moradores ou usuários do prédio? Isto é discriminação!

Este assunto gera muito desconforto para os empregados de Continue lendo Discriminação no Acesso aos Elevadores

Sistemas de portaria: Informatização de Procedimentos

Não há duvidas de que a tecnologia é uma grande aliada dos condomínios. Seja para automatizar procedimentos, gerar maiores controles ou até mesmo cortar custos. Os sistemas de portaria tem ganhado cada vez mais espaço no mercado de condomínios.

Neste post vamos ver os principais tipos de sistemas para portaria e quais os prós e contras de cada um, afim de que você possa descobrir qual é o mais indicado para o seu condomínio. Continue lendo Sistemas de portaria: Informatização de Procedimentos

LOTEAMENTO FECHADO – EU NÃO QUERO PAGAR TAXA!

Um dos problemas mais recorrentes do Loteamento Fechado está relacionado a taxa de manutenção. Como já exposto no artigo “Condomínio Horizontal ou Loteamento Fechado – Você Sabe Diferenciar?“, ele está sujeito a um regime diferente dos Condomínios tradicionais.

Afinal de contas, sou obrigado a pagar a taxa de manutenção? Continue lendo LOTEAMENTO FECHADO – EU NÃO QUERO PAGAR TAXA!

Modelo de Ata

As Atas são utilizadas em diversos ambientes como empresas, associações e condomínios, neste post vamos explicar o que são e como fazer atas de reunião e de assembléia,  mas se você só quer mesmo um bom Modelo de Ata faça o download logo abaixo:

Baixe agora o modelo de ata

O que é uma Ata?

Ata é uma transcrição Continue lendo Modelo de Ata

CONDOMÍNIO HORIZONTAL OU LOTEAMENTO FECHADO – VOCÊ SABE DIFERENCIAR?

Condomínio horizontal, loteamento fechado, condomínio fechado… Ahh, é tudo a mesma coisa!

Será?

É muito comum as pessoas confundirem Loteamento Fechado e Condomínio Horizontal, já que ambos são espécies de Conjuntos Residenciais. Realmente os dois conceitos causam um pouco de dúvida para quem não conhece do assunto. Veremos neste artigo que as definições  de cada um são bem diferentes. Continue lendo CONDOMÍNIO HORIZONTAL OU LOTEAMENTO FECHADO – VOCÊ SABE DIFERENCIAR?